Irmão de Djidja Cardoso deixa presídio e é recebido por amigos e pela mãe em Manaus

  • 24/10/2026
(Foto: Reprodução)
Irmão de Djidja Cardoso deixa presídio e é recebido por amigos e pela mãe em Manaus Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou o presídio na manhã deste sábado (24) para cumprir pena em regime semiaberto, em Manaus. A Justiça do Amazonas autorizou a progressão de regime na sexta-feira (23), com a determinação do uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de regras, como o recolhimento noturno. Ademar cumpre uma pena de 10 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, estando preso desde maio de 2024, dias após Djidja ser encontrada morta dentro da casa da família com sinais de overdose de cetamina. Após sair da prisão, Ademar foi recebido por amigos e familiares. Vídeos publicados nas redes sociais do salão de beleza Belle Femme mostram o momento em que ele cumprimenta Verônica da Costa Seixas, também condenada no processo relacionado à Operação Mandrágora, e falou com a imprensa. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em uma das gravações, Ademar afirma que pretende apresentar sua versão sobre o caso, mas que vai conversar com os advogados antes de dar mais detalhes. "Agora é a minha vez de mostrar o outro lado da moeda. Toda história tem três versões: a do lado deles, a minha e a verdadeira. Somente eu sei a verdade, então estou disposto a falar sobre isso com muita cautela, muita calma. Eu acabei de sair da cadeia, passei dois anos, dois anos e meio, basicamente sem visita, sem nada. Passei esses anos todos estudando, meditando, orando e estou praticamente preparado para qualquer tipo de pergunta. Não vai ser agora, então ainda vou conversar com meus advogados", afirmou. Ademar também agradeceu aos advogados, amigos e familiares pelo apoio durante o período em que esteve preso. Em outra declaração, voltou a contestar a prisão. "Eu vou simplesmente destrinchar tudo para vocês, porque fui preso, na minha opinião, ilegal e arbitrariamente", declarou. Irmão de Djidja Cardoso deixa presídio e é recebido por amigos e pela mãe em Manaus Foto: Reprodução/Rede Sociais Reencontro com a mãe Depois da recepção, Ademar foi para casa, onde reencontrou a mãe, Cleusimar Cardoso. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela aparece na porta da residência com um buquê de girassóis e uma caixa de bombons. Os dois se abraçam. Cleusimar também deixou a prisão após conseguir a progressão para o regime semiaberto, em 29 de setembro. Na ocasião, foi recebida por amigos e funcionários do salão Belle Femme, que administrava ao lado da filha. Mãe de Djidja Cardoso deixa a prisão e é recebida com festa por amigos e funcionários de salão de beleza em Manaus Progressão de regime A decisão que autorizou a progressão de pena de Ademar foi proferida pela juíza Sabrina Cumba Ferreira nesta sexta-feira (23). Ele cumpre pena de 10 anos e 11 meses de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Pelo cálculo inicial da execução penal, Ademar só teria direito à progressão para o semiaberto em outubro de 2027. No entanto, a data foi antecipada para outubro de 2026 após a Justiça reconhecer o abatimento de 364 dias da pena. Segundo a decisão, ele cumpriu os requisitos de tempo de prisão e bom comportamento exigidos pela Lei de Execução Penal. A redução da pena considerou a participação em atividades de trabalho, leitura e estudo na unidade prisional, incluindo a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. O exame criminológico, realizado por uma comissão multiprofissional, também apontou capacidade de autocontrole, discernimento e aptidão para o retorno gradual à sociedade. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) emitiu parecer favorável à progressão. Regras do regime semiaberto Para cumprir a pena em regime semiaberto, Ademar deverá usar tornozeleira eletrônica e seguir as condições estabelecidas pela Justiça. Entre as determinações estão: Recolhimento noturno: permanecer em sua residência das 22h às 6h nos dias úteis, podendo sair apenas para trabalhar, estudar ou fazer tratamento de saúde; Fins de semana e feriados: recolher-se integralmente em casa; Viagens e mudança: não mudar de endereço nem se ausentar de Manaus sem autorização prévia da Justiça; Proibições: não ingerir bebidas alcoólicas, não usar drogas ilícitas e não portar nenhum tipo de arma. Condenação no caso Djidja Ademar foi condenado em 22 de julho de 2026, junto com outras seis pessoas, em uma nova sentença relacionada ao esquema investigado pela Operação Mandrágora. Também foram condenados Cleusimar Cardoso, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima. As penas dos sete condenados variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão. Segundo a sentença, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa "Pai, Mãe, Vida" para distribuir e aplicar cetamina. A substância é usada como anestésico veterinário e, segundo a investigação, era obtida de forma ilegal e utilizada em rituais do grupo. Outros três réus — Emicley Araújo Freitas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas — foram absolvidos por falta de provas suficientes. Sete condenados no Cado Djidja: mãe e irmão recebem penas por tráfico de cetamina Nova sentença A condenação de julho foi uma nova decisão sobre o mesmo processo. A sentença anterior havia sido anulada pela Justiça 10 meses antes. Depois da regularização das provas periciais, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para confirmar os crimes e a responsabilidade dos condenados. LEIA TAMBÉM: Djidja Cardoso: o que se sabe e o que falta saber sobre a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido Morte de Djidja Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido que morreu por suspeita de overdose TV Globo/Reprodução Djidja Cardoso foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. Ela ficou conhecida por interpretar a sinhazinha do Boi Garantido e foi uma das principais atrações do Festival de Parintins durante cinco anos. Segundo o laudo preliminar citado na investigação, ela morreu após sofrer um edema cerebral, que comprometeu o funcionamento do coração e da respiração. O documento não apontou o que teria causado o edema. A principal linha de investigação da polícia foi a possibilidade de uma overdose de cetamina. Durante as investigações, policiais encontraram frascos da substância enterrados no quintal da casa de Djidja. Também foram apreendidas caixas de cetamina, seringas, frascos, bulas e cartelas de medicamentos. Djidja Cardoso com a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão Ademar Cardoso. Reprodução/Redes Sociais

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/24/irmao-de-djidja-cardoso-deixa-presidio-e-e-recebido-por-amigos-e-pela-mae-em-manaus.ghtml


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